MIÍASE CUTANEA

 MIÍASE CUTÂNEA EM ÚLCERA CRÔNICA

Um dia entro ao consultório ambulatorial, um paciente adulto de profissão agricultor, apresentando uma úlcera crônica no tercio inferior da perna esquerda infestado com miíases (CID 10: B87.0), com evidente descuido da higiene pessoal.

Aqui apresento as fotos do caso:

Dr. Juan Carlos León Rios.

CID 10 RELACIONADOS:

CID 10 – B87    Miíase
CID 10 – B87.0    Miíase cutânea
CID 10 – B87.1    Miíase das feridas
CID 10 – B87.2    Miíase ocular
CID 10 – B87.3    Miíase nasofaríngea
CID 10 – B87.4    Miíase auricular
CID 10 – B87.8    Miíase de outras localizações
CID 10 – B87.9    Miíase não especificada

Comentarios

MIÍASE CUTANEA — 6 comentarios

    • As larvas invadem os tecidos adjacentes (infestação local). A base do tratamento é a eliminação manual das larvas. Para isso são usadas muitas técnicas, desde uso de substancias para “afogar” a larva, ou uso de elementos tóxicos para elas dentro da ferida.
      En casos de miíase secundaria tem sido usado ivermectina pela via oral com relativo sucesso (lembrando que as larvas tem que sair, vivas ou mortas, porque sua presença da inflamação)

  1. Neste caso é importante considerar que o tratamento de miíase e infecção bacteriana desta úlcera seria só o início do tratamento. O próximo passo seria identificar a causa da úlcera, que neste caso não é pela miíase, o que poderia ser uma úlcera desencadeada de celulite complicado, úlcera venosa, lesão tuberculosa, uma complicação da diabetes, até mesmo pensar em uma complicação com osteomielite, etc.Você pode limpar o ferimento das larvas, mas se o paciente retorna para o campo com a lesão atual exposto, vai voltar com segurança para o consultório.

    • O tratamento da miiase basea-se na eliminação do parásito por compresão e extração mecánica. Para isso vc pode eliminar as larvas manualmente ou pode se ajudar usando qualquer substancia líquida ou em gel para “asfixiar” a larva e obriga-la a sair para fora. Pode ser usada vaselina, como também pode usar outras substancias tipo creolina (bem diluida, lógico).
      Caso apresentar infeção bacteriana secundaria tem que usar antibióticos segundo o padrão local, e as áreas necróticas tem que ser removidas cirurgicamente.

    • O paciente chegou informando que “queria um curativo na ferida da perna”…na hora de abrir a faixa encontramos a surpresa…fedor intenso, pus, larvas…como foi dentro do consultorio da UBS foi encaminhado para tratamento hospitalar. Paciente era agricultor e não referiu doenças crónicas.

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